
BIO (ESP - ENG - POR)
Nico Sosa es artista visual, arquitectx y performer argentinx. Trabaja entre Buenos Aires y la Triple Frontera. Sus prácticas se desarrollan desde las artes performáticas como una forma de construir otras formas de existencias más utópicas y temporales relacionando la cultura guaraní, la teoría queer, la historia del arte latinoamericano y del territorio desde una mirada transfronteriza. Sus obras incluyen performances, video, textiles, objetos e instalaciones que exploran el cuerpo como territorio desde su performatividad, mixturando y apropiándose de diferentes historias (reales, ficcionales y mitológicas), materiales (artísticos y de otros campos de referencia) tejiendo múltiples narrativas y desviaciones de sentidos: de la artesanía a la historia de la performance, de los tráficos estéticos de Paraguay a China, de la iconografía colonial al arte contemporáneo.
Lx artista crea otras realidades, desviando la atención del objeto de arte hacia el acontecimiento artístico. Sus piezas son resultado de una investigación material y conceptual que hace uso de la historia como ficción, de los archivos y de las instituciones, explorando su performatividad y potencialidad. A través de su práctica confronta teorías, acontecimientos, materialidades, temporalidades y espacios aparentemente desconectados entre sí, confiando en la potencia del efecto ilusorio de los dispositivos que crea, ensayando realidades temporales que mezclan pasado, presente y futuro, tomando del barroco guaraní (una cultura sin imágenes) estrategias poéticas de encanto, engaño y resistencia.
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Nico Sosa nació en 1989 en Posadas, Misiones. En el 2008 se mudó a Córdoba donde estudió Arquitectura y artes performáticas. En el 2016 se trasladó a Buenos Aires donde se formó, trabajó y realizó la Maestría en Artes Performáticas (U.N.A.) En el 2023/2024 fue parte del Programa de Artistas del Instituto Di Tella donde comenzó la investigación “Archivos de proyectos no realizados del Instituto Di Tella”. En el 2022 residió en Misiones para llevar a cabo el "MUSEO DE LA TRIPLE FRONTERA" (Beca Ballena CCK 2021, Premio IN SITU a mejor proyecto ARTE CO 2022, Fondo Gestionar Futuro 2022). En ese mismo año realizó una muestra en Galería Komuna (C.A.B.A.) con la curaduría de Sebastián Vidal Mackinson. Participó de residencias nacionales e internacionales (I.N.A.E. Uruguay, Residencia Federal Sivori 2021, CURADORA 2022), muestras colectivas (Museo Sívori, Museo Caraffa, CC Recoleta, CCEBA, Museo Caraffa) y fue parte de premios nacionales (Premio Estímulo a la performance 2019, Premio Itaú 2022, Premio KLEMM 2021, Bienal de Arte Joven 2022, Premio de fotografía contemporánea 2022, otros). Recibió dos veces Becas en Artes visuales del FNA (2019, 2021). En el 2010 recibió una Beca de la U.N.C. y la Università degli Studi di Salerno con el objetivo del estudio y registro gráfico del Arte, la Arquitectura y la Historia de Italia y España.
BIO (ENG)
Nico Sosa (1989) is a visual artist, performer, and architect. They work between Buenos Aires and the Triple Frontier. Born in Misiones, an Argentine province bordering Brazil and Paraguay, this region was originally Guarani territory, colonized by Jesuits and later historically disputed among the three countries.
Their work investigates a potential aesthetic of the border(s) from a queer and anti-colonial perspective. Their practice emerges from performative arts as a way to construct more utopian and temporary forms of existence, intertwining Guarani culture, queer theory, Latin American art history, and a cross-border perspective. Through their work, Nico confronts theories, events, materialities, temporalities, and spaces that seem disconnected, trusting in the power of the illusory effect of the temporary realities they create. Drawing on Guarani Baroque (a culture without images), they employ poetic strategies of enchantment, deception, and resistance.
Their practice includes performances, videos, textiles, objects, and installations that explore the body as a territory through its performativity, blending and appropriating diverse narratives and deviations of meaning: from craftsmanship to performance history, from aesthetic exchanges between Paraguay and China, from colonial iconography to contemporary art. Nico shifts the focus from the art object to the artistic event, creating gestures and performative-material practices that use history as fiction, archives, and institutions.
Their works reflect a transboundary identity, where queerness (understood as the unusual or freakish) appears not only in relation to sexual and/or gender identity but also in the strangeness of the forms that emerge. Drawing from Guarani cosmovision, they ritualize plastic language, employing mixed materials and techniques that do not aim to imitate nature but rather transcend it, seeking wonder and the sacred as a form of resistance to colonial imagery historically imposed. Their work disrupts historical narratives, giving space to what has resisted normalization.
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Nico Sosa was born in 1989 in Posadas, Misiones. In 2008, they moved to Córdoba, where they studied Architecture and performative arts. In 2016, they relocated to Buenos Aires, training with various visual and performative artists and completing a Master’s in Performative Arts (U.N.A.). In 2022, they returned to Misiones for a year to develop the Museum of the Triple Frontier (CCK Ballena Grant 2021, IN SITU Award). That same year, they exhibited at Komuna Galería (Buenos Aires) under the curatorship of Sebastián Vidal Mackinson.
In 2023/2024, Nico was awarded a fellowship by the Instituto Di Tella, where they began researching Unrealized Projects Archives of the Instituto Di Tella. They are currently working on their next exhibition, which investigates stolen artworks in the Triple Frontier and the connection between theft and colonialism.
They have participated in national and international residencies (I.N.A.E. Uruguay, Residencia Federal Sívori 2021, CURADORA 2022), group exhibitions (Museo Sívori, Museo Caraffa, CC Recoleta, CCEBA, Museo Caraffa), and national awards (Performance Encouragement Award 2019, Itaú Prize 2022, KLEMM Prize 2021, Bienal de Arte Joven 2022, Contemporary Photography Prize 2022, among others). Nico has received two Visual Arts Grants from the FNA (2019, 2021). In 2010, they were awarded a scholarship from the U.N.C. and Università degli Studi di Salerno to study and document the Art, Architecture, and History of Italy and Spain.
BIO (POR)
Nico Sosa (1989) é artista visual, performer e arquiteto. Trabalha entre Buenos Aires e a Tríplice Fronteira. Nascido em Misiones, uma província argentina na fronteira com o Brasil e o Paraguai, essa região era originalmente território guarani, colonizado por jesuítas e posteriormente disputado historicamente entre os três países.
Seu trabalho investiga uma possível estética da(s) fronteira(s) a partir de uma perspectiva queer e anticolonial. Sua prática surge das artes performáticas como forma de construir existências mais utópicas e temporárias, entrelaçando a cultura guarani, a teoria queer, a história da arte latino-americana e uma visão transfronteiriça. Através de sua prática, Nico confronta teorias, eventos, materialidades, temporalidades e espaços aparentemente desconectados, confiando na potência do efeito ilusório das realidades temporárias que cria. Inspirando-se no barroco guarani (uma cultura sem imagens), utiliza estratégias poéticas de encanto, engano e resistência.
Suas práticas incluem performances, vídeos, têxteis, objetos e instalações que exploram o corpo como território através de sua performatividade, misturando e apropriando-se de narrativas diversas e desvios de sentido: da artesania à história da performance, dos intercâmbios estéticos entre Paraguai e China, da iconografia colonial à arte contemporânea. Nico desvia o foco do objeto artístico para o acontecimento artístico, criando gestos e práticas performáticas e materiais que usam a história como ficção, arquivos e instituições.
Suas obras refletem uma identidade transfronteiriça, onde o queer (entendido como o incomum ou estranho) aparece não apenas em relação à identidade sexual e/ou de gênero, mas também na estranheza das formas que emergem. Inspirando-se na cosmovisão guarani, ritualiza a linguagem plástica, empregando materiais e técnicas mistas que não buscam imitar a natureza, mas transcendê-la, em busca do assombro e do sagrado como forma de resistência a imagens coloniais historicamente impostas. Suas obras rompem narrativas históricas, dando lugar ao que resistiu à normalização.
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Nico Sosa nasceu em 1989 em Posadas, Misiones. Em 2008, mudou-se para Córdoba, onde estudou Arquitetura e artes performáticas. Em 2016, mudou-se para Buenos Aires, formando-se com diversos artistas visuais e performáticos e concluindo o Mestrado em Artes Performáticas (U.N.A.). Em 2022, voltou a Misiones por um ano para desenvolver o Museu da Tríplice Fronteira (Bolsa CCK Ballena 2021, Prêmio IN SITU). No mesmo ano, realizou uma exposição na Komuna Galería (Buenos Aires) com curadoria de Sebastián Vidal Mackinson.
Em 2023/2024, foi bolsista do Instituto Di Tella, onde começou a pesquisa Arquivos de Projetos Não Realizados do Instituto Di Tella. Atualmente, trabalha em sua próxima exposição, investigando obras de arte roubadas na Tríplice Fronteira e a relação entre roubo e colonialismo.
Participou de residências nacionais e internacionais (I.N.A.E. Uruguai, Residência Federal Sívori 2021, CURADORA 2022), exposições coletivas (Museo Sívori, Museo Caraffa, CC Recoleta, CCEBA, Museo Caraffa) e prêmios nacionais (Prêmio de Incentivo à Performance 2019, Prêmio Itaú 2022, Prêmio KLEMM 2021, Bienal de Arte Jovem 2022, Prêmio de Fotografia Contemporânea 2022, entre outros). Recebeu duas Bolsas de Artes Visuais do FNA (2019, 2021). Em 2010, foi bolsista da U.N.C. e da Università degli Studi di Salerno para estudar e documentar a Arte, Arquitetura e História da Itália e da Espanha.
PH: Lissi Cáceres
IG: @nicxsosa
Mail: nicxsosa@gmail.com